Sem óbitos em 2026, casos confirmados de dengue caem mais de 80% no Acre
23/06/2026
(Foto: Reprodução) Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Xapuri estão entre os municípios que mais registram casos confirmados de dengue em 2026
Divisão de Controle de Endemias da Prefeitura da Rio Branco
O Acre teve redução de 85,88% nos casos confirmados de dengue entre janeiro e maio deste ano na comparação com o mesmo período em 2025, segundo dados de um boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
Conforme o balanço, até a semana epidemiológica 18, encerrada no dia 9 de maio, 1.520 casos prováveis da doença foram contabilizados, com 876 (57,6%) confirmados. Não houve óbitos.
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No mesmo período do ano passado, foram 6.206 casos prováveis e 6.205 confirmações. Além da diminuição dos casos confirmados, houve também redução de 75,5% dos casos prováveis.
💡 Casos prováveis são utilizados no monitoramento baseado em sintomas e histórico epidemiológicos, mas que aguardam confirmação laboratorial.
Conforme o boletim, houve aumento sazonal entre as semanas epidemiológicas 14 e 17, mas com diminuição de casos entre as semanas 17 e 18.
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De acordo com o documento, a redução dos casos pode ter relação com fatores como maior imunidade da população ao sorotipo predominante, intensificação das ações de combate ao mosquito e condições ambientais.
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Em 2025, o Acre terminou o ano com mais de 7 mil casos e 5 mortes causadas pela dengue. À época, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) informou que houve 50% de aumento nos casos de dengue, e ultrapassou 7,5 mil infecções confirmadas.
Mesmo com a baixa, durante o inverno amazônico, pode ocorrer risco de aumento de outras doenças, como a leptospirose, e arboviroses, como zika e a chikungunya, que possuem sintomas semelhantes aos da dengue.
Casos nos municípios
Ainda segundo os dados, na região do Baixo Acre está concentrada a maior parte das notificações confirmadas. Dos 876 casos registrados em todo o estado, 569 deles, o equivalente a 65% do total, ocorreram nessa região, com Rio Branco liderando o número de confirmações (529), seguida por Sena Madureira (14).
Já na região do Juruá, foram registrados 240 casos confirmados, com Cruzeiro do Sul (135) e Mâncio Lima (66) com mais registros.
Além desta duas regionais, o Alto Acre também teve 67 casos registrados, com Brasiléia (27), Epitaciolândia (20) e Xapuri (20) liderando as ocorrências da doença. (Confira o gráfico completo abaixo)
O boletim mostra também que a maioria dos diagnósticos foram confirmados por meio de exames laboratoriais, com 622 casos (71%) comprovados por critério laboratorial. Já os outros 253 casos, o equivalente a 29%, foram confirmados por critério clínico-epidemiológico.
Preocupação
Apesar da redução dos casos, o boletim também alerta para a circulação do sorotipo 3, chamado DENV3, que pode mudar o cenário epidemiológico no estado. Atualmente, segundo o levantamento foram identificados a circulação dos sorotipos 1 (DENV1) e 2 (DENV2), mais predominantes no estado.
As amostras foram enviadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC), para confirmar ou descartar a possível reintrodução do sorotipo. Conforme a Sesacre, a chegada de um novo sorotipo pode alterar o padrão de transmissão da doença.
“É importante ressaltar que qualquer um dos tipos virais pode causar, desde sintomas leves, até quadros mais graves aos pacientes infectados, levando, inclusive, à ocorrência de óbitos. Essa situação evidencia a necessidade de vigilância contínua, ações preventivas e manejo clínico adequado dos pacientes”, detalha o documento.
Cobertura vacinal
A vacinação contra a dengue entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos é outro ponto destacado no boletim. De acordo com os dados, em todo o Acre, a cobertura da primeira dose da imunização contra a dengue atingiu 31,03% do público-alvo. Já a segunda dose alcançou apenas 13,43%.
As cidades de Acrelândia (65,23%), Jordão (64,49%) e Santa Rosa do Purus (53,46%) apresentaram os melhores índices de aplicação da primeira dose. Enquanto, Porto Acre (16,32%), Tarauacá (21,07%) e Bujari (22,75%) apresentaram as menores coberturas.
Em todo o Acre, a cobertura da primeira dose da imunização contra a dengue atingiu 31,03% do público-alvo
Asscom/Semsa Rio Branco
No dia 8 de junho, sem registro de reação grave, o Acre seguiu a orientação do Ministério da Saúde e suspendeu temporiamente imunização contra a dengue com a vacina do Butantan. O governo anunciou a suspensão da vacina após o registro de duas mortes suspeitas pelo país.
No Acre, a vacina Butantan-DV era aplicada apenas em trabalhadores da saúde. A orientação de suspensão já foi enviada pela Sesacre aos municípios e às unidades de saúde de todo o estado.
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