Rio Acre recua e sai da cota de transbordo na capital acreana em menos de 1 dia
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Rio Acre marcou 13,88 metros na manhã desta terça-feira (31)
Arquivo / Walcimar Júnior
O Rio Acre recuou 13 centímetros e saiu da cota de transbordo, fixada em 14 metros, em Rio Branco, na manhã desta terça-feira (31). De acordo com a Defesa Civil municipal, o nível marcou 13,88 metros às 9h. Contudo, apesar da redução, o manancial segue acima da cota de alerta, que é de 13,50 metros.
Na última segunda-feira (30), o rio transbordou pela terceira vez este ano ao atingir 14,01 metros às 18h. Essa foi a quarta vez que o manancial ultrapassou a marca no período de três meses.
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Diante da situação, a Defesa Civil começou a mobilizar três escolas na capital para abrigar as famílias desabrigadas.
Dados do órgão mostram também que o nível do rio subiu ao longo do dia anterior. Às 6h, marcou 13,60 metros; às 9h, 13,75 metros; às 10h, 13,80 metros; ao meio-dia, 13,85 metros; às 15h, 13,90 metros; e às 18h, atingiu 14,01 metros. Às 21h, ficou estável e à meia-noite, registrou queda e marcou 13,90 metros.
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Além disso, o aumento do nível do rio está relacionado às fortes chuvas que atingiram a capital, ainda de acordo com o levantamento da Defesa Civil, choveu quase 50 milímetros somente entre a última sexta-feira (27) e sábado (28). Já na segunda (30) foram registrados 4,60 milímetros e nesta terça-feira (31), o acumulado é de apenas 0,20 milímetro.
A média de chuva esperada para março era de 276 milímetros e, segundo o órgão, até o último sábado (28) choveu 362 milímetros na capital.
As cotas estabelecidas pela Defesa Civil para o Rio Acre em Rio Branco são:
⚠️ Atenção: 10 metros
🚨 Alerta: 13,50 metros
❗ Transbordamento: 14 metros
O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, tenente-coronel Cláudio Falcão, explicou que, após a subida repentina do manancial, no último domingo (29), a Defesa Civil fez o mapeamento de dez bairros que podem ter as primeiras famílias retiradas. (Veja quais são mais abaixo)
"Estamos preparando as escolas Anice Dib Jatene, Alvaro Rocha, Maria Lucia Marin e mais um ginásio para poder acolher situações de vítimas desabrigadas pela inundação do Rio Acre", afirmou.
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Conforme Falcão, após o transbordamento ainda existe uma folga de até 30 centímetros de subida para que as famílias comecem ser retiradas de casa. Contudo, o órgão já fez o mapeamento de quais bairros podem ser afetados com a nova cheia.
"Também estamos fazendo o monitoramento a cada uma hora relacionado à pluviometria e nível do Rio Acre, não apenas em Rio Branco, mas em toda a sua extensão, verificando as possibilidades de velocidade de queda e de aumento em todos os municípios", destacou o coordenador.
Bairros mapeados
Ayrton Sena;
Base;
Seis de agosto;
Cadeia Velha;
Baixada da Habitasa;
Aeroporto Velho;
Taquari;
Cidade Nova;
Quinze;
Triângulo.
Histórico de cheias
A primeira vez que o rio transbordou foi em 27 de dezembro do ano passado e marcou 14,03 metros. Já a segunda foi no dia 16 de janeiro, quando registrou 14,06 metros às 18h. O terceiro transbordamento ocorreu há dois meses, no dia 29 de janeiro, também às 18h.
Após oito dias consecutivos de transbordamento, ainda na primeira cheia em 16 de janeiro, o manancial começou a baixar no dia 24 de janeiro, quando marcou 13,98 metros na medição das 5h.
No entanto, poucos dias depois, o nível voltou a subir e a segunda cheia foi registrada quando o rio transbordou novamente no dia 29 de janeiro. Na ocasião, a elevação foi provocada pelas chuvas registradas na região de cabeceira.
No dia 3 de fevereiro, após quase uma semana em transbordamento, o manancial começou a vazar. Neste período, o maior nível do rio tinha sido registrado no dia anterior, quando marcou 15,44 metros na medição das 9h e atingiu mais de 12 mil pessoas direta e indiretamente na capital.
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Júnior Andrade/Rede Amazônica Acre
Além disso, de acordo com monitoramento oficial, o manancial entrou na casa dos 10 metros no dia 7 de fevereiro, quando na medição das 15h o nível marcou 10,93 metros e continuou em queda ao longo do dia.
No dia 9 de fevereiro, depois de quase um mês acima da cota de atenção, o nível do Rio Acre baixou e as famílias abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana começaram a retornar para casa. Ao todo, 39 famílias, que somavam 115 pessoas e 26 animais, estavam no parque naquela época.
A capital acreana fechou o mês de fevereiro com volume de chuvas abaixo da média e registrou 114,4 milímetros, conforme levantamento da Defesa Civil Municipal. O índice é o equivalente a 38,1% do esperado para o mês, que era de 300,1 mm.
VÍDEOS: g1