Revolução Acreana 124 anos: Relembre fatos que levaram à anexação do Acre ao Brasil

  • 06/08/2026
(Foto: Reprodução)
Mapa mostra locais onde os revolucionários enfrentaram o exército boliviano Acervo Digital: Dept° de Patrimônio Histórico e Cultural - FEM O Acre celebra nesta quinta-feira (6) os 124 anos do início da Revolução Acreana, conflito que mudou os rumos da história da região e abriu caminho para a incorporação do território ao Brasil. A data faz referência ao ataque comandado por Plácido de Castro contra a Intendência Boliviana, em Xapuri, considerado o marco da fase decisiva da guerra que terminou com a assinatura do Tratado de Petrópolis. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Embora o confronto tenha começado oficialmente em 6 de agosto de 1902, a disputa pelo território vinha se desenhando havia décadas. Até o fim do século XIX, a área pertencia à Bolívia, mas passou a ser ocupada por milhares de migrantes nordestinos que fugiam da seca e encontraram na extração do látex uma oportunidade de trabalho durante o auge do ciclo da borracha. A intensa presença de brasileiros em uma área oficialmente boliviana aumentou as tensões entre os dois países. Em 1899, ocorreu a primeira grande insurreição, liderada pelo jornalista e diplomata espanhol Luís Gálvez Rodríguez de Arias, que proclamou a República Independente do Acre. g1 no JAC1: Quem foi Plácido de Castro, o homem por trás da Revolução Acreana O governo, porém, durou pouco mais de três meses, já que o Exército Brasileiro interveio para cumprir o Tratado de Ayacucho, firmado em 1867, que reconhecia a soberania boliviana sobre a região. Nos anos seguintes, outras tentativas de resistência foram organizadas até que, em 1902, os seringalistas decidiram convocar o ex-militar gaúcho Plácido de Castro para liderar uma nova ofensiva. O objetivo era impedir o fortalecimento da administração boliviana e barrar a instalação do Bolivian Syndicate, empresa anglo-americana que havia recebido do governo da Bolívia o direito de explorar economicamente a região. Plácido de Castro, líder da Revolução Acreana Acervo Digital: Deptº de Patrimônio Histórico e Cultural - FEM 'Não é guerra, é revolução!' Na madrugada de 6 de agosto de 1902, Plácido de Castro e um pequeno grupo de revolucionários invadiram a Intendência Boliviana em Xapuri, prenderam militares e deram início à quarta e última fase da Guerra do Acre. A escolha da data não foi por acaso. Segundo historiadores, o ataque estava inicialmente previsto para julho, mas precisou ser adiado devido ao atraso na chegada das armas. A nova data coincidiu com as comemorações da Independência da Bolívia, estratégia que ajudou a surpreender as tropas bolivianas durante a ofensiva. LEIA TAMBÉM: AC trocado por cavalo? Saiba o que é mito e verdade na história do estado que lutou para ser brasileiro 'Nem herói intocável, nem vilão': quem foi Plácido de Castro, o homem por trás da Revolução Acreana A guerra pelo Acre: como imigrantes nordestinos enfrentaram norte-americanos, ingleses e bolivianos e anexaram território ao Brasil Guerra que tornou o Acre independente atrasou por falta de armas, diz historiador Os combates se estenderam por cerca de seis meses e terminaram, militarmente, em janeiro de 1903, após a vitória das forças acreanas. A incorporação definitiva do território ao Brasil, no entanto, só foi oficializada meses depois, em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis. O acordo foi negociado pelo Barão do Rio Branco e garantiu ao Brasil a posse do Acre mediante compensações financeiras e territoriais à Bolívia. Até hoje, não há consenso sobre o número de mortos no conflito, mas estimativas apontam que ao menos 500 pessoas perderam a vida durante a guerra. Revolução acreana completa 124 anos Reprodução/Rede Amazônica Legado e debates Passados 124 anos, a Revolução Acreana continua sendo um dos principais marcos da identidade do estado. A data é celebrada anualmente com programação no bairro Seis de Agosto, em Rio Branco, um dos mais antigos da capital e que recebeu esse nome justamente em homenagem ao início do conflito. Em 2025, a festa passou a ser reconhecida como patrimônio cultural imaterial do município, garantindo proteção às manifestações culturais, desfiles cívicos, jogos tradicionais e demais expressões que preservam a memória da revolução e da formação da comunidade local. Além das comemorações, a história da Revolução Acreana segue despertando debates entre pesquisadores. Casa Memória preserva história da Revolução Acreana Alex Machado/FEM Novos estudos propõem revisões da narrativa tradicional e questionam, por exemplo, o uso da própria expressão "Revolução Acreana", defendendo que o processo de nacionalização do território foi mais complexo do que a versão heroica difundida ao longo do século XX. Ainda assim, o movimento liderado por Plácido de Castro permanece como um dos episódios mais emblemáticos da história do Acre e um símbolo da formação do estado brasileiro. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/08/06/revolucao-acreana-124-anos-relembre-fatos-que-levaram-a-anexacao-do-acre-ao-brasil.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 10

top1
1. Deus Proverá

Gabriela Gomes

top2
2. Algo Novo

Kemuel, Lukas Agustinho

top3
3. Aquieta Minh'alma

Ministério Zoe

top4
4. A Casa É Sua

Casa Worship

top5
5. Ninguém explica Deus

Preto No Branco

top6
6. Deus de Promessas

Davi Sacer

top7
7. Caminho no Deserto

Soraya Moraes

top8
8.

Midian Lima

top9
9. Lugar Secreto

Gabriela Rocha

top10
10. A Vitória Chegou

Aurelina Dourado


Anunciantes