Mulher trans acreana morre após infarto na Espanha e família tenta trazer corpo para o Brasil
26/08/2026
(Foto: Reprodução) Mulher trans acreana morre após infarto na Espanha; família tenta trazer corpo para Brasil
A acreana Karol Yoko, de 29 anos, sofreu um infarto fulminante e morreu na Espanha no último dia 14. A família só foi informada da morte pela Polícia Federal nessa terça-feira (25) e tenta trazer o corpo dela para o Acre.
Karol era mulher trans e se mudou para a Espanha há cinco anos em busca de uma vida melhor. Atualmente ela morava em Almería, em Andaluzia, no sul do país.
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Sem condições financeiras, a família faz uma campanha para arrecadar R$ 79 mil para o traslado do corpo para o Acre.
Segundo a irmã da jovem, Gecica de Holanda Sousa, de 34 anos, no dia 11 de agosto a família perdeu o contato com Karol. Por isso, a mãe delas deicidiu registar uma ocorrência sobre o desaparecimento da filha.
Karol Yoko morava há cinco anos na Espanha e morreu após um infarto
Arquivo Pessoal
“Minha mãe foi à [Polícia] Federal e registrou uma ocorrência e quando ligaram para minha mãe ontem [25 de agosto] falou que ela infartou no hotel onde morava há um ano”, explicou.
De acordo com Gecica, o Consulado do Brasil entrou em contato com a família e informou que Karol faleceu no dia 14 deste mês e que para para trazer o corpo ao Acre custa R$ 79 mil. O g1 entrou em contato com o consulado e aguarda retorno.
“Porque só vão liberar o corpo da minha irmã quando fizer o pagamento. E conseguimos arrecadar só R$ 1,8 mil”, disse.
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Gecica contou que a família é natural de Senador Guiomard, no interior do Acre. Porém, Karol era bastante conhecida em Rio Branco, já que morou por um período na capital acreana. Segundo ela, a família está abalada.
“Minha mãe está abalada e eu também, porque minha mãe já perdeu um [filho] e só tinha eu e ela [a Karol]. Agora ficou só eu, estamos sem chão”, afirmou emocionada.
A irmã conta também que Karol ajudava a família financeiramente. Gecica relatou também que a irmã não tinha problemas de saúde, contudo, na última vez que as duas conversaram, a jovem falou que estava com muita dor de cabeça e dor no peito.
“Ela foi tentar uma vida melhor para nos ajudar também. Ela nos ajudava sim, quando ela podia”, concluiu.
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