Família de mulher morta com corte no pescoço cobra justiça: 'Crime hediondo', diz irmão
05/01/2026
(Foto: Reprodução) Regina Patrícia Teixeira da Cunha, de 43 anos
Arquivo pessoal
A família de Regina Patrícia Teixeira da Cunha, de 43 anos, cobra justiça e celeridade nas investigações do assassinato dela. Regina foi encontrada morta com um corte no pescoço na casa onde vivia com a namorada, no bairro Samaúma, em Brasiléia, interior do Acre.
A Polícia Militar (PM-AC) registrou a ocorrência como possível feminicídio. O caso é investigado pela Polícia Civil. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno.
"Foi um crime hediondo e a polícia não nos dá informação nenhuma. Minha irmã foi degolada. Qualquer outro crime, menor que fosse, teria ido para o Instituto Médico Legal (IML) da capital. E o dela não, o corpo foi liberado e atestei erros no atestado de óbito", criticou o médico Jorge Teixeira, irmão de Regina.
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A Rede Amazônica Acre apurou que a namorada da vítima se apresentou na delegacia e disse em depoimento que tinha saído na noite anterior e estava na casa de um amigo. A versão foi confirmada pelo dono da casa e a mulher acabou liberada.
O médico Jorge Teixeira contou que Regina e namorada alugaram a casa para morar juntas, mas tinham um relacionamento conturbado. Segundo ele, a irmã chegou a ser ameaçada na noite anterior.
Mulher é encontrada morta na casa da companheira em Brasiléia, no Acre
"Eram usuárias [de drogas], há boatos de que lá funcionava uma boca de fumo. Tiveram um atrito durante a noite, as duas, e amanhecemos com essa noite. Havia outro rapaz na residência, mas que, quando a polícia chegou, minha irmã estava morta e os dois disseram a mesma coisa: não estavam na lá", lamentou.
O corpo de Regina foi achado por vizinhos que estranharam a porta da residência aberta. A namorada dela não estava em casa no momento em que o corpo foi achado, contudo, uma testemunha disse à polícia que viu a mulher sair do local com a bicicleta de Regina.
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A Polícia Militar encontrou uma faca na residência e passará por perícia para saber se foi a arma utilizada no crime. Para o médico, a falta de informações causa revolta na família.
"A família está desesperada, minha mãe é uma senhora de 74 anos que só tem eu por ela, mas não moro mais no município. Peço justiça pela minha irmã", concluiu.
Corpo de Regina Patrícia foi encontrado em uma casa no bairro Samúma, em Brasiléia, no interior do Acre
Polícia Militar
A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:
(68) 99609-3901
(68) 99611-3224
(68) 99610-4372
(68) 99614-2935
Veja outras formas de denunciar:
Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato;
Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;
Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
Qualquer delegacia de polícia;
Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
Ministério Público;
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