Após sentença ser anulada, ex-sargento do trisal tem novo júri marcado por matar adolescente

  • 25/02/2026
(Foto: Reprodução)
'Ex-sargento do trisal', Erisson de Melo Nery, vai a novo júri popular Arquivo pessoal Após ser ter a sentença anulada em maio do ano passado, o ex-sargento da Polícia Militar (PM-AC), Erisson de Melo Nery, vai a júri popular novamente pela morte de Fernando de Jesus, de 13 anos, em 2017, quando a vítima tentou furtar a casa dele. O novo julgamento está agendado para 5 de março às 8h na 1ª Vara do Tribunal do Júri. A decisão é do juiz Fábio Alexandre Costa de Farias e foram convocados o padastro e a mãe da vítima, Johnnathan Maer da Silva Maia e Ângela Maria de Jesus. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Ao g1, a defesa afirmou que o novo julgamento foi marcado após um recurso da defesa. No primeiro julgamento, para a defesa, houve nulidades graves, reconhecidas pelo Tribunal de Justiça, que decidiu anular a decisão. "Esse novo juri é uma oportunidade do caso ser devidamente resolvido a partir de um julgamento justo e sem ilegalidades", afirmou que o advogado Janderson Soares. Em maio de 2025, os desembargadores da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) anularam a sentença que condenou o ex-sargento a oito anos de prisão em regime semiaberto pela morte do adolescente. A decisão acolheu um recurso impetrado pela defesa de Nery. LEIA TAMBÉM: Família de adolescente morto por ex-PM do AC pede aumento de pena e indenização de mais de R$ 2 milhões Ex-sargento da PM é pronunciado a júri popular por morte de adolescente de 13 anos durante assalto no Acre Com tornozeleira eletrônica, ex-sargento do trisal deixa a prisão após quase dois anos no Acre Sargento conhecido por trisal que atirou em estudante em bar no AC já responde por morte de menino de 13 anos Sargento da PM que atirou em estudante dentro de bar é pronunciado a júri popular no Acre Trisal volta a mostrar rotina na internet após ex-sargento sair da prisão; ex-militar teve pedido de voltar à PM negado No recurso, os advogados alegaram que o Ministério Público do Acre (MP-AC) utilizou provas que não constavam nos autos e que, por isso, a condenação não foi justa. "Subsidiariamente, exigir o reconhecimento da nulidade do julgamento em virtude da violação ao contraditório, à ampla defesa e à paridade de armas, consubstanciada na utilização de fatos e provas não previamente juntadas aos autos e não oportunizadas ao exame da defesa, configurando cerceamento de defesa. Tal violação processual afronta os princípios basilares do devido processo legal (art. 5º, LIV, da Constituição Federal), tornando imperiosa a anulação do julgamento e a consequente realização de novo júri", argumentaram na época. Adolescente Fernando de Jesus, de 13 anos, foi morto em 2017 Arquivo pessoal Condenação Nery havia sido condenado no dia 23 de novembro do ano passado. O outro denunciado, Ítalo de Souza Cordeiro, foi absolvido pelo crime de fraude processual na mesma decisão assinada pelo juiz Robson Ribeiro Aleixo. O ex-sargento ainda foi condenado ao pagamento das custas processuais, já o outro réu foi isento em razão da absolvição. Nery já respondia ao processo em liberdade, sendo mantido dessa forma sendo mencionado que "não existem nos autos outros elementos ou fatos contemporâneos que nos levem a ordenar a custódia preventiva e foi fixado o regime inicial semiaberto", aponta a decisão. Na condenação de homicídio, é citado que a sentença apresentou um aumento de um terço na pena pelo fato do crime ter sido cometido contra uma pessoa menor de 14 anos. A decisão citou ainda que aos 13 anos, a vítima encontrava-se em plena fase de desenvolvimento físico, psicológico e social e o homicídio além de interromper de forma abrupta e trágica a possibilidade de reabilitação e reinserção social, trouxe profundas consequências emocionais à sua família, especialmente à sua mãe. Ex-sargento Erisson Nery deixa prisão após quase dois anos Relembre o caso Conforme a denúncia, na manhã do dia 24 de novembro de 2017, Nery matou o adolescente com pelo menos seis tiros, no intuito de “fazer justiça pelas próprias mãos”. O caso ocorreu no Conjunto Canaã, bairro Areal, em Rio Branco. Após o homicídio, ainda segundo a denúncia, Nery e o colega de farda Ítalo Cordeiro alteraram a cena do crime, lavando tanto o corpo da vítima quanto os arredores do local onde estava caído, para poder alegar que agiu em legítima defesa. O ex-sargento foi ouvido em audiência de instrução em agosto de 2022 na 1ª Vara do Tribunal do Júri. Em entrevista exclusiva ao g1, a mãe de Fernando, Ângela Maria de Jesus, relatou a curta trajetória de seu filho e disse que mesmo Fernando sendo dependente químico, o menino nunca foi agressivo, não estava armado e tinha porte de criança, não apresentando perigo ao ex-policial. Confira detalhes aqui. Erisson Nery, a PM Alda Radine e a administradora Darlene Oliveira formam um trisal Reprodução Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/02/25/apos-sentenca-ser-anulada-ex-sargento-do-trisal-tem-novo-juri-marcado-por-morte-de-adolescente.ghtml


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